DIÁRIO DE NOTÍCIAS calunia Espíritas

Exmº Sr. Director do Diário de Notícias,

As nossas mais cordiais saudações.
Na V. edição de 31 de Maio de 2010, o V. colaborador João César das Neves, no seu artigo “Apoteose do narcisismo”, tece comentários em relação à classe política portuguesa, bem como aos deputados que aprovaram a lei que permite o casamento entre homossexuais.
Não nos cabe criticar ou aplaudir a opinião do V. colaborador, pois cada um tem o direito à livre opinião, desde que não desrespeite os demais.
Qual não é o nosso espanto, quando a meio do artigo aparece:
“Por detrás de leis como o aborto, divórcio, procriação artificial, educação sexual e outras está o totalitarismo do orgasmo. Parece que o deboche agora se chama “modernidade”. Mas se um dia, em vez de uma maioria porcalhona, tivermos um parlamento nihilista, espírita, xenófobo ou iberista, o que salva a identidade nacional?”
Ficamos sem perceber porque é que o V. colaborador insere os Espíritas no meio de “…uma maioria porcalhona, um parlamento xenófobo…” entre outros epítetos que se pressupõe denegrirem uma imagem.

Não é a 1ª vez que solicitamos ao DN, rectificação relativamente a este V. colaborador que, desrespeitosamente, ataca os Espíritas, sem motivo aparente. Provavelmente, na sua ignorância, confunde Espíritas (pessoas de bem, que, tal como ele, são professores universitários, professores de outros níveis, médicos, militares, jornalistas, entre as mais variadas profissões) com médiuns charlatães, superstição, crendice, bruxarias, magias etc.
Não nos parece, no entanto, que seja o caso, em virtude de, em ataque anterior aos espíritas, no mesmo espaço do V. jornal, nós termos alertado para o facto, para além de que bastaria um simples clique no google, digitando a palavra espiritismo, para facilmente encontrar a página da Ass. de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, entre outras, onde poderia verificar o seu erro em termos de cultura geral.
O curioso é que, a direcção do DN recusou-se a esclarecer os leitores do DN, a nosso pedido e de tantos outros espíritas, que reclamaram junto do DN, invocando que se tratava de um artigo de opinião, como se tal estatuto desse o direito aos articulistas de grafarem as maiores aleivosias que lhe venham à mente.

Vimos solicitar a V. Exª, se digne informar os leitores do DN que a Doutrina Espírita (que não é mais uma seita nem mais uma religião), assenta numa vertente científica, filosófica e moral, e contribui para a pacificação social, auxílio desinteressado e fraterno entre todas as pessoas, independentemente das suas convicções de qualquer natureza.
A filosofia espírita ensina o ser humano a não ser xenófobo, a não ser racista, a não distinguir os seres humanos pela sua condição social, a não fazer diferenças entre as pessoas por questões de género, e é uma filosofia que defende a Natureza, tendo como máxima “Fora da caridade não há salvação”, procurando colocar em prática os ensinamentos ético-morais que Jesus de Nazaré deixou como legado à humanidade.

Manda a postura espírita (cristã), não pensar mal do Sr. João César das Neves, não o julgar, mas também manda a rectidão corrigir o erro e informar com isenção.

Respeitosamente, ao V. dispor para eventuais esclarecimentos adicionais,

P’la Ass. de Divulgadores de Espiritismo de Portugal

José Carlos Miranda Lucas
(secretário)

Nota – Com conhecimento à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, e ao Sr. Provedor de Justiça.

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